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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Arrepios


Desvairam quimeras,
Inúmeras sensações.
Loucos pensamentos,
Debandam em palavras
Os pássaros das ilusões...

Rasgam o azul do céu
As lembranças tuas.
Descortinando o véu
Das emoções nuas
Na fugaz voz que entoas.

O coração grita,
Ao silêncio brada .
Ao fechar dos olhos...
Voz se cala,
Numa esperança fala.

Sussurra versos,
Nos braços lascivos.
O anseio das mãos...
Dedilha devaneios,
Entrecortando beijos.

Nas bocas, sabor persiste...
Incendeia sonhos loucos...
Apenas com o olhar
Embriaga-nos o presente
Repleto de ardentes arrepios

Abrasam a pele
Suor reflete
O calor dos corpos...
Impede a razão
E aos desejos dá vazão.

Além das estrelas...
Explode nas pedras o clamor do mar
De nada vale os desejos
Nem a ânsia dos beijos
Se não pudermos amar!

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