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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ao poeta


 Tuas palavras nascem repentinamente
e em tuas mãos tornam-se mensageiras
de emoções tuas e de outrem.

Em  ti,
nasce a inspiração
que os anjos se encarregam de despertar.

Tu tens sensibilidade necessária
para tocar profundamente no coração
daqueles que se fazem insensíveis e frios...

Em tuas palavras, há uma dimensão maior do que parece,
porque transmitem um pouco de ti mesmo
e muitos dos sentimentos.

Aos teus olhos tudo é mais belo e encantador,
pois em tuas mãos está um dom de Deus...
O de ser mensageiro de emoções humanas e celestiais.

Mensageiro cavalgando nas asas de cavalos selvagens,
levando aos corações humanos
toda a beleza que a vida nos dá.

Tu, mensageiro celeste,
célebre em tuas palavras,
simples e ao mesmo tempo tão enigmático...

Levas contigo a Pena de Prata,
com a qual tu desenhas palavras,
constróis sonhos e desfazes ilusões.

Tu, obra-prima divina,
levas no coração um pouco da grandiosidade do sentimento,
que tu tentas perfeitamente demonstrar, despertar, sentir...

Tu, mensageiro divino,
escondes-te por trás das emoções alheias,
através de tuas palavras...

Porém não consegues livrar-te das garras da saudade,
das mãos das emoções
e das algemas do sentimento.

Tu, que apenas levas até outrem as emoções, sensações...
Estás sempre coberto pelas restingas destes mesmos,
remanesce a dor dos outros, esquece-te tantas vezes de ti.

Tu carregas a maior das alegrias e a menor das dores,
pois para ti uma faísca abrasa teu coração,
porém uma gota apaga tua esperança.

Tu, que vives esquecido,
lembrando do passado,
recorda sensações e desperta em tantos emoções...

Tu, que andas pelo mundo,
que não és reconhecido,
que morres quase sempre esquecido...

Tu, que choras as dores da desilusão,
que sonhas e vives de paixões,
levas até os outros teus sentimentos...

Ah poeta, abra os olhos e o coração...
Sentes, agora, no peito, o teu valor
e o valor de todas as tuas emoções.

Tu, que tantas vezes passas por cima de ti,
deflorando tuas próprias emoções
para aflorar sentimentos em outrem.

Tu, que não és nada,
mas se torna tudo quando tens em mãos papel e caneta,
vês e almejas a Pena de Prata, agora  tão esquecida.

Tu, poeta,
palavras não te descreveriam,
talvez pouco te atingiriam...
 
Mas, com certeza, não conseguiríamos falar sem elas...
São pequenas, belas, grandes, mórbidas, transparentes...
Porém o único vínculo que ainda temos contigo.

Tu, poeta,
levas da vida um sopro de Deus, um murmúrio do vento,
mas levas contigo tuas palavras: mensagem e emoção...

Tu, poeta,
sempre deixarás conosco tuas palavras
e para sempre tuas emoções.

Tu não és eterno,
todavia eternizadas tuas palavras para sempre estarão,
porque tua alma é leve e flutua sobre os sonhos.

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