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domingo, 8 de janeiro de 2012

Dádiva

Não vejo a luz dos teus olhos...
Sei que não escutas o suspiro que arfa do meu peito.

Não posso deter o tempo
E viver das lembranças que nos permitimos ter...

Mas não me arrependo de te amar
Mesmo que esse amor nos seja tão complexo...

Que esse amor nos permita
estar continuamente nos braços um do outro...

Talvez seja essa a pena...
Talvez seja essa a dádiva...

Não estar contigo...
Estares em mim de uma forma única.

O amor é mesmo assim...
Conflituoso...

Contrastante...
Imortal...

Que a chama que nos alimenta possa
alimentar a saudade até o próximo encontro...

E que o próximo encontro
seja mais uma vez...

Dádiva que devora o amor...
Pena que nos condena a dor.

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