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domingo, 20 de novembro de 2011

Rotina



As palavras ressoam na memória...
Cantam os sonhos de outrora...
Escrevem a nossa história...
Acompanhadas pelas notas de uma canção...
Tocam n´alma,
Reacendo a paixão adormecida...

Muitas vezes nos deixamos levar pela inércia,
Acomodamo-nos às mesmices do cotidiano,
Deixamos que a vida se estagne
Gastamos nosso tempo tão raro e caro
Nas pequenas agruras da rotina
Permitimos que as amarguras
Encontrem morada em nós.

Esquecemo-nos de sorrir...
Já não somos capazes de ouvir ..
O que nos grita o coração.
Tornamo-nos frios, calculistas...
Transformamo-nos em marionetes
Que se permitem escravizar
Pois não têm coragem de lutar pelos seus sonhos...
O que exigiria de nós  um desafio maior...

Sair do nosso confortável comodismo
E encararmos um mundo novo
Repleto de descobertas,
Todavia completamente desconhecido.
Isto perturba, provoca conflitos...
Assusta e amedronta...
Pugnar o desejo de ser mais...
Não de ser mais do que os outros...
Mas o de ser o melhor que podemos.

Impulsiona-nos, dá-nos coragem...
E diante dos desafios
Aprendemos, fortalecemo-nos...
Tornamo-nos responsáveis
Pelas rédeas de nosso destino...
Capazes de escrever um novo capítulo
De nossa história...
E assim registrar no livro da memória...
Os instantes que desejamos vivenciar
As marcas de nossas escolhas
Sejam elas boas ou más

Não deve haver arrependimento
Naquilo que escolhemos..
No entanto, há no que, por medo,
Acovardamo-nos e não vivemos.
É preciso olhar para trás...
Agradecer as pedras,
Fazer delas degraus...
Alcançar as roseiras dos sonhos...
Tocar nas rosas do Presente...
Permitirmo-nos sentir...
O perfume inebriante da saudade...

Enfim olhar um pouco além
Do que os olhos podem ver...
Enxergar na alma as possibilidades
Que se delineiam à nossa frente...
Que em nuanças multicores...
Colorem nosso caminho...
E nos permitem despertar...
Encontrar em nós mesmos a verdade...

Que nos prepara para as mudanças.
Manter a rotina é cômodo...
Quebrá-la se faz necessário...
Quando a utopia esbarra na realidade!

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