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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Calma



Chove lá fora...
Sinto o rio da solidão dentro de mim...
A vida se faz vazia de mim mesma...
E eu procuro desesperadamente...
A menina de olhar triste
Que deixei em alguma esquina do passado.
Conflitos perturbam meu coração...
Açoitam minha alma...
Que caminhos deverão seguir meus passos?
Meu olhar inerte 
Perde-se no vidro frio da janela molhada...
Minha alma está fria, distante, perdida...
Quero encontrar perguntas...
Quero saber as respostas...
Quero ouvir meu coração...
Mas ele insiste em falar numa língua 
Que eu não consigo entender...
Sinto-me analfabeta de meus sentimentos...
Logo eu que sempre tive certeza 
Do que queria e dos caminhos a seguir...
Sinto que estou caminhando no escuro...
Meus olhos estão vendados
Está frio e escuro o meu destino...
É preciso enxergar a luz...
E a única coisa que posso fazer:
Elevar a Deus as minhas preces,
Pedir socorro,
Pedir ajuda...
Agradecer...
Porque Ele me ouve,
Talvez possa me dizer respostas 
Para as perguntas que não fiz.
Olho a chuva,
Sinto-me só,
Está escuro...
Ouço uma voz... 
Uma canção... 
Um soluço... 
Um suspiro...
É a saudade, 
É a tristeza, 
É a solidão...
Dizendo “Olá” ao meu coração...
É um suspiro longínquo da alma 
Que pede soluçando...
Calma!!!

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