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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Metamorfose


A fumaça torna turvas as imagens diante de mim.
As vozes enlouquecidas parecem gritar
As diferenças que há no mundo.
O olhar é distante,
Perdido em algum lugar entre o intocável e o indivisível.
Vago entre o eu e o mim,
Não sei onde estou,
Se procuro por mim, ou por algum parte que esqueci
Na inviolabilidade do ser.
Há uma busca imperceptível, sem respostas.
E esse olhar procura longe,
Mas na verdade não consegue encontrar a si mesmo.
Dentro desse olhar,
Há um espelho refletindo em palavras o mundo que vê,
O mundo em mutação, em metamorfose...
Diante desse olhar algumas certezas jazem mortas.
Outras surgem, mas não sei se me servem,
Se me são suficientes...
Sei apenas que preciso enxergar
Além da penumbra...
A borboleta que abre suas asas sobre nós.

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