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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Fênix



Quanto vazio há nestas minhas horas

A disparar a  insipidez de agora,
A colorir aquarelas sonoras,
Lágrimas insistentes na demora.

Natureza morta em memórias tortas,
Reflexo em cacos, fumaça d’outrora.
Tantas saudades há em mim, remotas,
Procurando ali, uma nova aurora.

Lagarta que busca respostas foscas,
Brevemente borboleta inova...
Metamorfose de palavras toscas.

Pássaro que dentro de mim estorva,
Erga e se eleve das cinzas mortas...
Para alçar vôo à vida (re)nova.

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