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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Borboleta


A lagarta se esconde no casulo
Como me fecho em mim mesma.
Veste-se inteira para não se ver
Para não olhar o outro
E descobrir um pouquinho de si. 

O inverno longo...
Deixa soprar em mim um vento frio...
Uma solidão tenebrosa
Beija-me gélido o gosto das lágrimas
E perco-me sem ti.
Mas depois de uma tempestade
Vem a calmaria...
Das lágrimas despendem-se sonhos.
Dos medos, nascem sorrisos...
E eu, procuro em mim... um pouco de ti. 

Tuas cores tingem o meu olhar...
As tuas nuanças turvas desenham-se em minha mente...
O outono das esperas... o inverno das despedidas...
A primavera dos meus sonhos... o verão das ilusões...
Diante de ti vejo-me assim...
Alada borboleta em cores circuncidando sobre ti...
Como o mais afrodisíaco dos perfumes
Invade a calmaria para fazer em mim... Tempestade!
E eu, na areia fina, desenho palavras:
Ah! Que saudade!!!

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