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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Brasil


Na vertente de um olhar
Explode versos nas canções
Que só os olhos compreendem.
Solidão de almas vãs
Prosseguem rumo à eternidade...
Profetizando nas pedras... a luz,
E nas bocas... a sabedoria.
Que arrasta multidões,
Onde desvanecem ilusões.

Jaz ali, no brilho das estrelas
O desfragmentar de um sonho.
Jaz ali naquela imensidão de azul divino,
O beijo das ondas que se eleva aos céus.
Nasce na areia a certeza de um sonho...
Na espuma do mar que se choca nas pedras,
A verdade que se desprende dos medos...
Assim como a luz dourada do sol
Que toca as ondas em suaves nuanças...

As ondas tocam-lhe os pés,
A túnica longa, alva e leve
Cobre-lhe o corpo.
Os cabelos encaracolados,
Desprendem-se até os ombros
A barba espessa parece mais clara
Por causa do dourado do sol.
Seu olhar parece emanar paz,
Refletindo as maravilhas da Criação.

As ondas tocam-lhe os pés descalços,
Sua imagem permanece intacta n’alma,
Pois tranquiliza, acalma e acalenta.
Caminha cabisbaixo e pensativo.
Sorri para os pássaros...
Fecha os olhos ao contemplar o mar...
Confluem-se à sua frente
O azul intenso do céu
No profundo e imenso azul do mar. 

Pronuncia palavras...
Parece mais uma prece.
Os olhos voltados para o alto... em súplica...
Sua voz se eterniza.
Parece ecoar palavras ao vento.
Sua grandeza é infinita,
Imortal, real e viva.
Seu olhar toca a alma
De quem se atreve a buscá-lo.

Longe se avista um barco,
Ele continua quieto observando.
Do céu desce um feixe de luz,
Encobre-o e Ele desaparece.
O barco se aproxima cada vez mais...
Na areia Ele deixou escrito... Brasil!
No alto, um coro de anjos canta...
Para embalar e conduzir a viagem de Jesus!

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