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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Pássaro Ferido




A luz dourada do sol
Despeja sua cor pelo amanhecer...
Ouço o clamor de um ser emudecido,
Encarcerado nas profundezas...

Seu canto rouco rompe a aurora,
Suas asas estão feridas,
Seu olhar é triste,
Suas penas são cinza...

Sua gaiola dourada desbotou,
O viço de sua cor perdeu-se...
Pouco resta do que foi,
Não reflete mais sua essência...

Espera alcançar a luz,
Mesmo que das estrelas...
Precisa quebrar grilhões
E alçar voo rumo a si mesmo...

Ainda há tempo,
Mas sua agonia sufoca-me...
Sua voz precisa da luz
Suas asas, do sol...

É dia? Noite?
Onde estão as flores?
Posso sentir o perfume
Só o tempo curará tamanha dor!

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