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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Farol





Os vítreos alçapões do coração
Camuflam e desvelam enigmas...
Superficialmente nos vemos...
Profundamente pouco sabemos...

Dedilhando a face multifacetada..
Vê-se o sorriso torpe,
A dor fantasmagórica e insana...
O olhar perdido que fulmina e proclama:

Verdades sobre nós mesmos...
Que cobrimos com névoas de medos...
Máscaras que dissimulam nossa cruz...
Tudo ou nada ao abismo nos induz...

Caos metamorfoseador...
Desordem de indeléveis cicatrizes...
Tatuagens incrustradas n’alma...
Escamoteadas em poucos matizes...

Olhos vendados... andar a esmo...
Até que se abrem as cortinas dos sonhos...
Há uma luz intensa... um sol...
Direcionando-me como farol...

Há uma luminosa invasão...
Desvendando segredos...
Arrebatando-me por inteiro...
Revelando o ser e toda a sua dimensão!

Conduz-me ao universo onírico do sentir:
Dentro das brumas densas...
Arde em mim o calor de um olhar
Como fanal a me guiar...

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