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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sem sol, sem chuva...






Hoje está triste...
Sem sol...
Sem chuva...
Cinzento como meu coração...
Como ave perdida
Com a asa ferida...
Sinto-me só.
Na garganta aperta-me um nó.
Coração dilacerado...
Sangra ferido...
Despedaçado...
Gotas de veneno despejadas,
Folhas de solidão arrancadas,
Atiradas ao vento,
Jogadas ao sabor do tempo...
Flores despetaladas,
Ainda é resquício de tempestade...
Gosto acre: decepção.
Desafio da vida: frustração.
Às vezes esperamos demais...
Queremos o que não se pode mais...
Imaginamos o outro por nós...
E percebemos o vazio em foz..
Queria arrancar essa dor...
Transmutá-la em amor...
Mas a mágoa ainda é maior..
É preciso perdoar...
A todos e a si mesmo...
Não sou doida...
Nem quero ser santa...
Sou humana...
Nada mais...
Intensa demais...
Sensível além da conta...
E por isso que essa ponta...
Fere-me e sangra-me como faca...
O olhar transborda...
A alma despeja-se...
Metamorfose!
Ainda não sei voar...
Mais hei de alçar voo
Em breve...
Mesmo que em mim,
Ainda exista neve...
Hei de tocar as nuvens dos sonhos...
Quem sabe abrigar-me na luz do sol...
Quem sabe pousar sobre as estrelas...
Paradoxos da existência.
Medos de deixar emergir a essência...
Sou tola, piegas e poeta...
Que despeja destroços,
Sobre o papel...
Versos, rimas perdidas...
Saudades, canções esquecidas...
Enfim...
Hoje o poeta está triste...
Como esse dia morno...
Sem sol, sem chuva...
Quem sabe outras cores
Venham pintar meus dias
Trazer-me outros sabores?!...

Um comentário:

  1. Olá, querida
    Como não há um dia como o outro, esperemos por dias mais coloridos e alegres...
    Bjm de paz e bem

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