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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Porto Seguro


O vazio da alma toca o papel...
Desdobra-se em fragmentos:
Mosaico de sonhos
Despejados, jogados ao léu...

Nas brumas do entardecer,
Desbravam-se dores e plagas...
Duelo entre palavras e adagas...
Barco à deriva me conduz ao alvorecer.

Vestígios de outrora e de agora...
Buscam-se como farol...
Perdidos na tempestade...
Nas mãos do poeta... Apenas a verdade!

A pena de poeta transborda em versos...
Sentimentos perdidos... submersos...
Minha alma quando escreve...
Verte-me em poeta... Inteira me absorve...

Tolhe e acolhe dores e alegrias...
Desvendam e confiam-me secretas magias...
De olhos vendados, o poeta absorto...
Dedilha formas... procura seu porto...

Dentro do universo onírico...
Tudo é possível e quem sabe empírico...
Todos meus segredos são seus...
Quando os sentidos convergem aos céus...

Metáforas desfolhadas navegam em mim...
Buscam um porto seguro... Enfim...
O lugar perfeito para abrigar a calma...
E tocar, sentir, estar aqui, além... de alma!


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