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domingo, 13 de maio de 2012

Escravo da Luz


O tempo soprou as lembranças
que a arca da memória guardou.
O vento soprou as dores
que o corpo ferido sentiu.
O sol presenteou espetáculos e atrocidades.
A lua testemunhou cada instante de sofrimento e de glória.
Mas esse povo suportou todas as provações divinas
e hoje se ergue das cinzas
revelando tudo que o mundo de alguns escondeu,
reascendendo o fogo da esperança
no coração de quem nunca conheceu a luz.
Por tanto tempo atravessaram a escuridão
que os aprisionaram,
mas agora têm a luz...
A luz que poucos percebem,
que poucos recebem...
A luz de ver cada ser humano
como realmente o é.
De ver além do tempo a essência
que cada um guarda dentro do coração,
onde nem olhos nem mãos alcançam,
apenas a emoção verdadeira
é capaz de tocar atingindo levemente a alma.
Já não se escravizam uma cor,
pois o ser humano é escravo de suas próprias fraquezas
e cada um acaba por ser escravo de si mesmo,
envolto em picuinhas ou mesquinharias.
Olhando tão pouco para si mesmos
que não percebem que a liberdade
que tudo o que qualquer ser humano
almeja está dentro de si mesmo,
envolvido na tênue luz da alma,
 a mesma que apenas os puros de  alma e coração possuem.
Tantos se foram por causa das fraquezas de alguns,
Hoje, no entanto, são escravos apenas da luz,
são exemplos de libertação
há outros que permanecem na escuridão
de seus próprios medos
e nunca conheceram a luz,
pois têm medo da libertação da alma.
No tempo ficaram as marcas
que o vento da esperança soprou,
mas a música que esse mesmo vento assobia
revela a liberdade que os escravos da luz possuem,
pois a pureza desses corações
libertaram as almas
que hoje todos gritam...
 Liberdade!

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