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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mosaico de cristais

A pedra lançada pelo coração feriu a alma imortal.
O que foi quebrado não se reconstitui, mas se transmuta...
Despedaça-nos e em cacos faz-nos adentrar o portal...
Mostra possibilidades imperceptíveis: conosco permuta!

Instantes mágicos: flores atemporais plasmadas na memória...
Deixaram em nós perfume único: fantasia ou mera alegoria?
Ah! Vai-se mais esta estação, cor e ilusão despudorada?
Devasta nuvens de sonhos, torna-os cinza, pó... nada!

Ficaram apenas espectros de poeira de estrelas...
Arrastados por ventos abrasadores: sabor de paixão
Matizes indolores sangram o coração em aquarelas
Metamorfosearão a tempestade instigada pela razão?

Esperanças de outono fenecem, arrefecem verdades...
Será tempo de partir ou apenas se parte o sentir?
Há dúvidas imperando sentidos subliminares...
Mudam-se as estações e com elas o porvir...

Sensitividade seletiva: sensores do que não se quer...
Discernimento de escolhas suscitadas
De consequências nem sempre desejadas
Afinal nem sempre se opta por tudo aquilo que vier...

Sombras alquebradas roubam os sonhos de outrora...
O aroma doce azedou o rio sob a ponte dos enigmas...
É tarde, cedo ou o agora dita a hora?
Não se pode desvendar o destino sem suscitar estigmas.

Fragmentos em mosaico: imagens desencontradas,
Cristais multicores pintam aqui dentro o que restou:
Passado, presente, futuro camuflam marcas escondidas...
Antagonizam sentimentos e eu não sei mais onde estou!?...

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