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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Em boa hora


Despejo ao vento
Fragmentados versos
Despojos de tempestades
Quimeras de um talvez
Sabor agridoce
Suscitado pela saudade
Por vezes esquecida
Noutras reacendida
Descuidos da memória
Sortilégios...
Subterfúgios...
Olvidando pedaços de história
Auscultam a fugacidade do tempo
Evasivas de uma trajetória
Dissuadindo palavras e cores
Que nem, por um momento,
Conseguem compor formas
Esculpir risos,
Descrever perfumes ou flores
Ah... a aquarela desbotada de outrora
Em boa hora... olha de soslaio o ontem
Espera que a porta seja aberta
Mesmo receosa de não estar pronta
Sabe... sente... pressente...
Que cada segundo é precioso
Para aqueles que anseiam
É preciso sorrir... viver... sonhar...
Quem sabe se surpreender
Nas esquinas alquebradas
Repentinamente ir... ver... vir...
Para os que puderem de fato ouvir...
Ouçam... é o amor que clama, chama
E desenlaça-se em nós... enfim ama!

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