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sábado, 25 de maio de 2013

Luz e Sombra





O ser humano traz em si a dualidade...
Antíteses de sua essência...
Que emergem do caos, das sombras...
Que precisam tocar o céu do nosso limite.

Anjo que traz a doçura do sonho...
Demônio a nos encobrir na agonia do medo...
Duelam e disputam poder:
Querem ambos em nós prevalecer.

É o nosso brilho que tememos...
Não a nossa escuridão...
Porque a luz revela...
O que a sombra camufla...

Fugimos de nossos monstros...
Não deixamos a magia fluir em nós...
Porque é mais fácil se acomodar à escuridão...
Do que aceitar a epifania da luz e sua imensidão...

Temos receio de sermos mais...
Preferimos o anonimato que nos escamoteia
Escondemo-nos na caixa de Pandora...
E perdemos o tesouro sacrossanto da alma...

Muitas lições permeiam nossas trevas...
Despertam nossas amarguras mais profundas...
Que possam se fazer fulgor
Nas chamas incandescentes do amor...

É preciso amar o dúbio que há em nós...
Nas trevas tocamos os temores...
Na luz tememos o que somos...
É preciso vencer medos e ver valores...

E dentro deles nos percebermos...
Desvelarmos o outro lado...
Trazermos à tona nossa essência luminosa...
Pois é da sombra que emerge a nossa luz!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Jardim de metáforas





A voz do poeta sussurra palavras
E eu suspiro quimeras...
Debulho em versos...
Restos de outrora...
Que me trazem alento,
Que se fizeram tormento
Lá fora ou aqui dentro?

Metáforas desfolhadas em metas...
Fora do sonho despejo-as em  pétalas...
Delicadas e ainda perfumadas...
É a antítese da vida...
Vivida... dividida... em sua perfeição:
Suavidade, encanto, frescor...
Espinhos que trazem dor...

Palavras que selam o silêncio...
Calam a voz que ecoa em mim...
Paradoxos  do eu intermitente
Que invariavelmente persiste
Em adentrar a alma e seu jardim...
Às vezes... com lágrimas...  o rega ...
Noutras...   em silêncio... o nega!

domingo, 19 de maio de 2013

Carpe Diem





Houve uma tempestade aqui...
Em meio ao caos:  furacão, devastação, tufão...
Mar bravio em tormenta
Sacudiu as bases da emoção...
Despertando dragões adormecidos,
Despejou destroços sobre o coração...
Era preciso a(cor)dar e prosseguir...

Haverá sempre muitos sonhos...
Para em mil cores matizar...
Mosaico de destroços
Que no sol se juntarão a brilhar...
Descortinam véus...
Esperam dissipar as nuvens
Desejam o céu de um novo olhar...

Há muitos versos a compor
Sendo banhados e dedilhados agora...
Em todos os sentidos transbordados,
Neste instante agridoce, sorve e é sorvido...
Como vinho devorado... há poesias a expor
Na outra alma que adentra nossa casa
Desbravando-nos no Carpe Diem deste amor!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Fases em Faces




Fecho os olhos...
Sinto tuas mãos assim:
Desenhas sobre mim
Nova aquarela...

É tempo de espera...
É hora de aprender...
Momento de uma quimera:
Instantes para viver!

Tateio meus sonhos...
Teu calor junto a mim...
Teu perfume enfim...
Fica, no pensamento, sem fim...

Ouço tua voz...
Nesta saudade desmedida...
Suspiros e arrepios
Entrelaçam-se em nós...

Tempo de renovar...
De calar segredos... falar de sonhos...
Deixar nas palavras... nos versos...
Nossas mil fases em faces de amar!