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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Palavras em metamorfose

Palavras em travessia...
Tempestade em mim...
Ninguém a percebia...
Há apenas um sabor acre sem fim...

Palavras perfiladas em resma...
Diziam-me que roubaram meus sonhos:
Destituíram-me de mim mesma
Ainda não sei o que resta... Há medos?

Palavras grafadas na areia...
Confesso que ainda não sei...
Vejo-me caminhar pela praia
O mar está frio e eu tão só...

Palavras sussurradas ao vento... as verti...
Permita-me revelar um segredo:
“Meus versos estão tão vazios de ti...”
Sinto-me tão distante... em degredo...

Palavras silenciadas pela razão...
Debulho-as sobre o papel...
São cacos de um coração,
Mosaico de fugaz ilusão...

Palavras perfumadas pela dor...
Suaves ferem... Escondidas pela dor...
No meio das esperanças e dos espinhos...
Fazem-nos chorar e sorrir... só ao sentir, amor...

Palavras espelhadas em versos...
Resquícios  dedilhados... pássaro que voou...
Quimeras e tantos devaneios imersos
Porvir? Borboleta que se metamorfoseou...

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