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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Catedral de Sal


Aqui desmancho-me...
Despedaço-me...
Despeço-me
Das agruras e dissabores...
Estou em busca de mim nos labores.

Montanha Russa de sonhos
Despeja-se sobre mim...
Pedaços do passado (des)feitos...
Fragmentos de quimera (re)feitos
Em tantas cores e sons...

Sopram-se os ventos...
Desfazendo nós e tormentos...
Minguam as ilusões...
Gosto acre na boca...
Imagens, sabores, cheiros: profusões!

É preciso entreabrir a alma...
Respirar um sopro da utopia
Que no passado ficou...
Abrir a janela da travessia:calma!
Ver o que repousa, o que restou...

Pisar suavemente por vias íngremes...
Deslizar pelos torvelinhos...
Encontrar onde ninguém alcança
Um pouco de paz...
Quem sabe  esperança?!...

Onde estão meus passos?
O tempo sempre breve...
Tortura a sombra...
Busca a luz...
Sinto a alma leve...

A esmo, caminho pela praia...
À procura de uma direção...
Quem sabe o céu?...
Quem sabe o mar
Com todo seu azul leiam-me o coração?...

Quem sabe todo esse sal
Transforme-se em mel?
E leve assim esse gosto de fel...
Transmutando as intempéries...
Reerguendo-me feito catedral.

Meus versos são palavras de amor...
Que debulho feito lágrimas...
Compõem o que sobrou...
São restos de mim...
Depois da tempestade e da dor!

Um comentário:

  1. Olá, querida
    Em mel nossa vida deve mesmo ser transformada...
    Abelhas somos todas as que não trocamos revides e fomentamos a paz...
    Lindo o seu poema!!!
    Tem festinha no blog e vc é seguidora, vou ficar contente em tê-la por lá:

    http://www.espiritual-amizade.com.br/2013/11/amizade-virtual-2-anos-do-blog.html#comment-form

    Bjm de paz e bem

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