Muitas vezes as palavras nos revelam, noutras nos escondem... Há muitas que se perdem no silêncio de um olhar e outras que se pintam nas cores das aquarelas dos sonhos... Aqui debulho algumas que revelam e escondem poesia entrelinhas e versos!!!
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Pintura Divina
Deixei meu olhar mergulhar infimamente no horizonte
e, por um tempo indeterminado,
meus pensamentos vagaram em busca do desconhecido,
do insondável,
dos segredos invioláveis
que continuam a envolver o mundo,
a humanidade e seus mistérios.
Sentia-me leve,
como se uma brisa suave
pudesse deslocar-me para qualquer parte
e, mais uma vez,
busquei naquele instante supremo,
no qual o céu se funde com o firmamento,
a magia que transforma o mundo e modifica as pessoas.
Deixei meus sonhos tocarem meus sentimentos
e perdi-me naquela confluência dourada
que dura apenas alguns breves segundos,
aquela que o avermelhado do crepúsculo
raja o azul escuro do céu
produzindo nuanças douradas,
numa mistura rara que só a aquarela divina
poderia, com sua infinita sabedoria, criar...
Para que nós, meros mortais,
enfatizando sonhos nessa breve vida,
pudéssemos, pelo menos, presenciar tamanho espetáculo,
cuja beleza rara deslumbra os olhos, a alma e o coração.
Eu, no entanto,
permaneci ali com meus olhos hipnotizados
com tamanho deslumbramento,
perdi a noção do tempo,
deixando que a magia daquele momento
aflorasse em mim...
Emoções quase desconhecidas,
que passam desapercebidas por mim.
Contudo permaneci ali,
por não sei mais quanto tempo,
sonhando nos desenhos daquela pintura divina,
enfatizando pedaços de uma realidade simples, comum,
mas que traz a oportunidade única de poder viver,
de tentar colocar em prática tantas metas e planos,
de sonhar mesmo que sonhos pequenos.
Eu que já sonhei tanto,
que já chorei tanto,
que sofri,
que amei
e que, infelizmente, ainda não pude ser feliz,
permaneço acordada,
sonhando às vezes,
mas acordada para o futuro do qual não desisti,
nem desistirei jamais:
sonhar e quem sabe ser feliz!
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Pássaro Livre
Gostaria de
ser um pássaro...
Aquele que
ensaia um voo baixo,
mas consegue
voar alto,
nas asas
douradas,
na
imensidão.
Queria eu
conseguir ser como eles: livres e libertos.
Livre para
voar, conquistar ideais e atingir metas.
Liberta das
amarras do medo,
da
insegurança e da intolerância.
Livre e
liberta para buscar e atingir degraus sonhados.
Ah! Como eu
gostaria de nesse momento
ser um
pássaro,
ainda que
pequenino,
mas que fosse
livre para voar,
desbravar
horizontes e conquistar vitórias.
No entanto
Deus não me fez pássaro, nem livre.
Sou humana,
sinto medos, dúvidas e incertezas.
Sofro, choro,
busco alegrias,
porém nem
sempre encontro.
Luto,
batalho...
mas muitas
vezes parece não ter a menor importância.
Sou pequena
como um grão de areia ,
nada posso,
nada sou,
sinto-me tão
frágil.
Gostaria
muito de ser forte, inabalável, intocável,
no entanto
sou humana demais
e nesse
instante sinto-me muito diminuída,
como se
existir não tivesse grande importância.
Nesse
instante, tento reter as lágrimas
que teimam em
aparecer nos cantos dos meus olhos ,
não consigo
freá-las,
essa dor é
muito mais forte do que eu...
Gostaria
de entender a razão
que nesse
momento me faz sofrer tanto.
Quero
crescer, evoluir, não quero chorar,
muito menos
sofrer.
Quero pensar
alto, ser grande,
mas não
encontro forças para prosseguir, progredir.
Não me sinto
livre,
medos me
prendem,
cercando-me
com grades
que não podem
ser vistas,
mas que são
fortes demais para qualquer ser humano.
Oh! Meu
Deus!
Dai-me um
pouco da liberdade
que destes
aos pássaros.
Dai-me asas
para que eu possa voar...
Buscar...
Encontrar...
Na imensidão
dourada,
as certezas
que preciso ter,
as verdades
que anseio em conhecer,
a felicidade
que tão poucos conseguem ter.
Deus,
olhai para
esta tua filha
e para todos
aqueles que como eu,
em algum
momento da vida,
sentiram-se
pequenos e insignificantes
perante a
grandiosidade de vossa gigantesca obra.
Escutai o
clamor,
afagai no
coração essa dor imensa
que rasga o
peito e fere a alma.
Dai-me só um
pouquinho da liberdade dos pássaros,
permitai-me
voar,
mesmo que por
instantes
nas asas
indeléveis das emoções
e conhecer o
significado e a importância
de cada um
perante Vós e a Criação,
o significado
que tenho perante tudo.
Se estou
aqui,
é porque Vós
assim o quisestes.
Ajudai-me
Senhor,
a encontrar o
“meu motivo”
para que eu
possa certificar-me
que não é em
vão,
que não é sem
importância que estou aqui,
mesmo quando
sofro,
quando
choro,
mesmo que não
me sinta livre como os pássaros,
mesmo vivendo
a tantos atropelos e desenganos,
preciso
encontrar um motivo maior
para
prosseguir nessa longa e árdua caminhada,
preciso
encontrar este motivo maior
que será
capaz de me fazer feliz.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Ao poeta
Tuas palavras
nascem repentinamente
e em tuas mãos
tornam-se mensageiras
de emoções tuas e
de outrem.
Em ti,
nasce a inspiração
que os anjos se encarregam
de despertar.
Tu tens
sensibilidade necessária
para tocar
profundamente no coração
daqueles que se
fazem insensíveis e frios...
Em tuas palavras,
há uma dimensão maior do que parece,
porque transmitem
um pouco de ti mesmo
e muitos dos sentimentos.
Aos teus olhos tudo
é mais belo e encantador,
pois em tuas mãos
está um dom de Deus...
O de ser
mensageiro de emoções humanas e celestiais.
Mensageiro
cavalgando nas asas de cavalos selvagens,
levando aos
corações humanos
toda a beleza que a
vida nos dá.
Tu, mensageiro
celeste,
célebre em tuas
palavras,
simples e ao mesmo
tempo tão enigmático...
Levas contigo a
Pena de Prata,
com a qual tu
desenhas palavras,
constróis sonhos e
desfazes ilusões.
Tu, obra-prima
divina,
levas no coração um
pouco da grandiosidade do sentimento,
que tu tentas perfeitamente demonstrar, despertar, sentir...
Tu, mensageiro
divino,
escondes-te por
trás das emoções alheias,
através de tuas
palavras...
Porém não consegues
livrar-te das garras da saudade,
das mãos das
emoções
e das algemas do
sentimento.
Tu, que apenas
levas até outrem as emoções, sensações...
Estás sempre
coberto pelas restingas destes mesmos,
remanesce a dor
dos outros, esquece-te tantas vezes de ti.
Tu carregas a maior
das alegrias e a menor das dores,
pois para ti uma
faísca abrasa teu coração,
porém uma gota
apaga tua esperança.
Tu, que vives
esquecido,
lembrando do
passado,
recorda
sensações e desperta em tantos emoções...
Tu, que andas pelo
mundo,
que não és
reconhecido,
que morres quase
sempre esquecido...
Tu, que choras as
dores da desilusão,
que sonhas e vives
de paixões,
levas até os outros
teus sentimentos...
Ah poeta, abra os
olhos e o coração...
Sentes, agora, no
peito, o teu valor
e o valor de todas
as tuas emoções.
Tu, que tantas
vezes passas por cima de ti,
deflorando tuas
próprias emoções
para aflorar
sentimentos em outrem.
Tu, que não és
nada,
mas se torna tudo
quando tens em mãos papel e caneta,
vês e almejas a
Pena de Prata, agora tão esquecida.
Tu, poeta,
palavras não te
descreveriam,
talvez pouco te
atingiriam...
Mas, com certeza,
não conseguiríamos falar sem elas...
São pequenas, belas,
grandes, mórbidas, transparentes...
Porém o único vínculo
que ainda temos contigo.
Tu, poeta,
levas da vida um
sopro de Deus, um murmúrio do vento,
mas levas contigo
tuas palavras: mensagem e emoção...
Tu, poeta,
sempre deixarás
conosco tuas palavras
e para sempre tuas
emoções.
Tu não és eterno,
todavia eternizadas tuas
palavras para sempre
estarão,
porque tua alma é leve e flutua sobre os sonhos.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
A ponte
Quando a tarde vem caindo,
o dia calmo e claro vai transformando-se em noite escura,
a qual é iluminada pela lua cheia e pelas estrelas.
A lua lampeja forte,
mais parece uma diamante grotesco,
que ainda não foi lapidado.
O cheiro da relva úmida chega até mim,
sinto-me leve como se uma brandura imensa me invadisse a alma.
Olho a minha frente e vejo o rio,
Olho a minha frente e vejo o rio,
calmo a percorrer seu caminho,
deslizando em curvas sinuosas,
onde faz uma canção,
que, juntamente com o piar da coruja,
desperta o mistério que envolve a noite.
Sobre o deslizar das águas,
vê-se uma ponte,
a qual traz, na sua estrutura, sonhos guardados.
A ponte é estreita,
A ponte é estreita,
com pequenas molduras
parece mais ter sido feita por mãos de artista,
pois apenas um artista teriam sensibilidade
para decorá-la com tamanha delicadeza e magia.
A ponte era, naquele trecho,
A ponte era, naquele trecho,
a única ligação entre um extremo e outro,
sob sua estrutura corria distâncias,
o rio seguindo seu caminho.
Tamanha era a perfeição,
que não me parecia apenas uma ponte comum.
Era mais do que um elo entre duas extremidades;
Era mais do que um elo entre duas extremidades;
parecia mais dois corações
separados por um rio de lágrimas
e unidos eternamente pela ponte do amor.
A fonte do rio, aparentemente desconhecida,
A fonte do rio, aparentemente desconhecida,
aumentava ainda mais o ar de mistério
e o encanto da beleza magistral da plaga.
O mistério e a existência da ponte
O mistério e a existência da ponte
faziam com que a noite parecesse ter uma sutil poesia.
As estrelas coroavam a lua
As estrelas coroavam a lua
e eu as via como pedaços minúsculos
daquele enorme diamante
que iluminava eternamente a ponte do amor.
A brisa suave percorria por entre as árvores
A brisa suave percorria por entre as árvores
e sussurrava aos céus o segredo dos corações
separados na ilusão do amor.
Assim, buscavam entender
Assim, buscavam entender
o porquê do rio de lágrimas:
Os corações entristecidos pela dor da separação
Os corações entristecidos pela dor da separação
haviam debulhado lágrimas de amor,
as quais banhavam as margens com suavidade.
O mistério prevalecia com a ilusão de um dia
O mistério prevalecia com a ilusão de um dia
e o desejo guardado de um sonho irreal.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Tu e eu
Onde estás que não me ouve?
Que não escutas o pranto dos meus anseios?
Que não acalentas a solidão de minh’alma?
Que não vês o quanto és importante para mim?
Onde estás que me deixas tão só?
Que não ouves meus suspiros, meus lamentos?
Que não vês que sofro nos fragmentos,
Que não me permitem apagar da mente os nossos momentos?
Quem sou para desejar a ti?
Quem é a menina que te olha por cima do óculos?
Que sonha com a sedução dos corpos, das bocas?
Quem é a mulher que se esconde e que se revela?
Muitas são as perguntas
Que escrevem meus momentos de solidão...
Poucas são as respostas que fazem parte das minhas certezas.
Porque tu és o homem que colore o cinza dos meus momentos...
Eu sou... A menina que se encantou contigo,
A mulher que se envolveu contigo
Que se esconde no sorriso de menina
E desabrocha no toque de mulher!
Que não escutas o pranto dos meus anseios?
Que não acalentas a solidão de minh’alma?
Que não vês o quanto és importante para mim?
Onde estás que me deixas tão só?
Que não ouves meus suspiros, meus lamentos?
Que não vês que sofro nos fragmentos,
Que não me permitem apagar da mente os nossos momentos?
Quem sou para desejar a ti?
Quem é a menina que te olha por cima do óculos?
Que sonha com a sedução dos corpos, das bocas?
Quem é a mulher que se esconde e que se revela?
Muitas são as perguntas
Que escrevem meus momentos de solidão...
Poucas são as respostas que fazem parte das minhas certezas.
Porque tu és o homem que colore o cinza dos meus momentos...
Eu sou... A menina que se encantou contigo,
A mulher que se envolveu contigo
Que se esconde no sorriso de menina
E desabrocha no toque de mulher!
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Sintonia da Felicidade
Ouço a canção do mar no tilintar dos sinos de cristais.
Uníssona às ondas,
perfeição e sintonia encantando olhos e alma.
As ondas no rochedo batem,
explodindo em meio a perfeição de rara beleza.
Os pássaros em revoada se debatem...
O sol desponta no firmamento azul de céu e mar,
Tingindo com rajas de fogo
a água transparente e translúcida.
Meus olhos, espelhos d’alma,
refletem meu encanto.
Suspiros arfam meu peito
com o deslumbrar de toda a criação.
Na areia úmida,
que ainda não havia sido tocada pelos raios de fogo...
Pisam pés descalços,
que tilintam sinos e compõem versos.
Na areia um poema,
ao vento sopro palavras...
Nas nuvens sonhos, nas rochas...
o passado permanece encrustado.
Neste momento apenas o presente vive...
O olhar se deslumbra com a beleza,
No sorriso brilha a esperança,
Nas mãos que escrevem na areia...
Palavras como flores
desabrocham amor.
O tilintar ressoa alto e longe.
O sol raia no desvencilhar dos sonhos
fazendo nascer esperanças.
As ondas tocam-me os pés,
Levam minhas palavras,
mas não apagam minhas lembranças.
No rochedo...
ficarão as lembranças do passado.
No mar e nas nuvens...
as esperanças do futuro.
Na areia...
o sonho que o mar levou
meu olhar permanece encantado
com a beleza e a perfeição,
buscando sonhos,
recordando lembranças
e sobretudo vivendo além da saudade...
O toque da felicidade!
Uníssona às ondas,
perfeição e sintonia encantando olhos e alma.
As ondas no rochedo batem,
explodindo em meio a perfeição de rara beleza.
Os pássaros em revoada se debatem...
O sol desponta no firmamento azul de céu e mar,
Tingindo com rajas de fogo
a água transparente e translúcida.
Meus olhos, espelhos d’alma,
refletem meu encanto.
Suspiros arfam meu peito
com o deslumbrar de toda a criação.
Na areia úmida,
que ainda não havia sido tocada pelos raios de fogo...
Pisam pés descalços,
que tilintam sinos e compõem versos.
Na areia um poema,
ao vento sopro palavras...
Nas nuvens sonhos, nas rochas...
o passado permanece encrustado.
Neste momento apenas o presente vive...
O olhar se deslumbra com a beleza,
No sorriso brilha a esperança,
Nas mãos que escrevem na areia...
Palavras como flores
desabrocham amor.
O tilintar ressoa alto e longe.
O sol raia no desvencilhar dos sonhos
fazendo nascer esperanças.
As ondas tocam-me os pés,
Levam minhas palavras,
mas não apagam minhas lembranças.
No rochedo...
ficarão as lembranças do passado.
No mar e nas nuvens...
as esperanças do futuro.
Na areia...
o sonho que o mar levou
meu olhar permanece encantado
com a beleza e a perfeição,
buscando sonhos,
recordando lembranças
e sobretudo vivendo além da saudade...
O toque da felicidade!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Só o Tempo
Afinal de contas,
As lágrimas passaram por nós...
E ficaram apenas os olhos úmidos
Que as mágoas deixaram.
Descobrimos um outro lado da vida
Onde somos reais, não meras ilusões.
Com certeza precisamos sonhar,
Mas não precisamos nos iludir.
Só o tempo pode apagar...
Aas marcas daquela tempestade horrível
Que devastou regiões e destruiu vidas.
Só o tempo pode fazer...
Nosso coração sofrido
Esquecer um engano de amor.
Só o tempo pode restituir...
Aa beleza das flores e a perfeição das estrelas.
Só o tempo pode fazer brilhar...
Nnovamente o sol dentro de nós.
Só o tempo pode fazer,,,
Ccom que nossas noites
Debulhem-se em gotas de luar prateado e pedaços de céu.
O vento se assemelha, às vezes, com o tempo...
O vento apaga os poemas
Que escrevi na areia...
E o tempo apaga o meu amor por você
Nas areias do coração...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Cisnes prateados
Vou falar-lhe sobre cisnes prateados,
sobre renas, sobre carrilhões...
Vou falar-lhe sobre corpos entrelaçados
sobre noites estreladas desse céu inocente, puro e misterioso...
Vou falar-lhe de corpo e alma...
De olhos nos olhos ...
Tudo o que meu coração mandar,
porque só se tem noção das palavras
quando estas forem ditas e ouvidas pelo coração.
Vou falar-lhe do orvalho que sobre as rosas lampejam
como lágrimas de mulher apaixonada.
Vou falar-lhe do azul sereno e luminoso do amanhecer
que se intensifica com o dia...Azul... Mais azul e mais azul,
nuvens brancas como sonhos, como lembranças,
assim transborda a alegria e a vontade de viver.
Vou falar-lhe do pôr-do-sol,
envolvendo-nos em suaves brisas e suaves rosas.
Fundindo-se numa alma gêmea,
numa alma cósmica,
explodindo em beleza, em cor...
Deixando a noite chegar com a lua despontando,
como que rindo no escuro, f
azendo-nos imaginar que do outro lado do mundo,
o céu está repleto com esse mesmo riso prateado.
Então espero por você.
Espero que você possa entender
e perceber a beleza desse entardecer,
deixando que essa luz que emana de você
seja também parte da alma do mundo,
que busca na simplicidade
a certeza de que os sonhos existem
e são verdadeiras formas de amar.
Para muitos o destino já passou do horizonte,
as sombras reluzentes já desfilaram há muito tempo
e se foram para sempre,
mas espero que o destino tenha-nos reservado muitas alegrias,
porque nós não somos poeira, somos magia.
Vou falar-lhe sobre essa magia...
Uma magia que reflete nos olhos o brilho das estrelas,
que infiltra na alma o perfume da existência.
Que nos faz dançar a alma com a sutileza da brisa...
Um amor imenso que o destino permitiu-nos sentir um pelo outro,
que foi plantado em nosso caminho com simplicidade e sabedoria.
Um amor que nos dá a capacidade de entender um ao outro
pelo menos o suficiente para fazer o triste sentir-se feliz,
porque o amor nos permite ser mais felizes.
Eu vou falar-lhe desse amor que sinto por você,
que me faz desabrochar de felicidade
quando estou nos seus braços,
esse amor que me permite sonhar,
que lampeja no prateado dessa lua bela,
refletindo nas águas límpidas,
que cobrem lentamente a areia,
onde num sonho eu escrevi...
Amo você!
sobre renas, sobre carrilhões...
Vou falar-lhe sobre corpos entrelaçados
sobre noites estreladas desse céu inocente, puro e misterioso...
Vou falar-lhe de corpo e alma...
De olhos nos olhos ...
Tudo o que meu coração mandar,
porque só se tem noção das palavras
quando estas forem ditas e ouvidas pelo coração.
Vou falar-lhe do orvalho que sobre as rosas lampejam
como lágrimas de mulher apaixonada.
Vou falar-lhe do azul sereno e luminoso do amanhecer
que se intensifica com o dia...Azul... Mais azul e mais azul,
nuvens brancas como sonhos, como lembranças,
assim transborda a alegria e a vontade de viver.
Vou falar-lhe do pôr-do-sol,
envolvendo-nos em suaves brisas e suaves rosas.
Fundindo-se numa alma gêmea,
numa alma cósmica,
explodindo em beleza, em cor...
Deixando a noite chegar com a lua despontando,
como que rindo no escuro, f
azendo-nos imaginar que do outro lado do mundo,
o céu está repleto com esse mesmo riso prateado.
Então espero por você.
Espero que você possa entender
e perceber a beleza desse entardecer,
deixando que essa luz que emana de você
seja também parte da alma do mundo,
que busca na simplicidade
a certeza de que os sonhos existem
e são verdadeiras formas de amar.
Para muitos o destino já passou do horizonte,
as sombras reluzentes já desfilaram há muito tempo
e se foram para sempre,
mas espero que o destino tenha-nos reservado muitas alegrias,
porque nós não somos poeira, somos magia.
Vou falar-lhe sobre essa magia...
Uma magia que reflete nos olhos o brilho das estrelas,
que infiltra na alma o perfume da existência.
Que nos faz dançar a alma com a sutileza da brisa...
Um amor imenso que o destino permitiu-nos sentir um pelo outro,
que foi plantado em nosso caminho com simplicidade e sabedoria.
Um amor que nos dá a capacidade de entender um ao outro
pelo menos o suficiente para fazer o triste sentir-se feliz,
porque o amor nos permite ser mais felizes.
Eu vou falar-lhe desse amor que sinto por você,
que me faz desabrochar de felicidade
quando estou nos seus braços,
esse amor que me permite sonhar,
que lampeja no prateado dessa lua bela,
refletindo nas águas límpidas,
que cobrem lentamente a areia,
onde num sonho eu escrevi...
Amo você!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Momentos
Busquei na luz prateada da lua... respostas!
Quis encontrar fragmentos que me permitissem compreender...
Sonhos desconjunturados, enigmas insolúveis, palavras partidas...
Eu sou assim...
Triste meu olhar vaga no vazio de mim...
Fetiche que olha para o profundo e insondável fim...
Suspiro de saudade a vacilar desejos...
Memória absorta nos degraus humanos...
Devaneios plenos beijam a face dos meus sonhos...
Esperei-te junto a luz da lua
E o raiar do dia destituiu os meus sonhos
Conduzindo ao intante único da amargura toda.
Despeja a saudade sobre os minutos ásperos...
A solidão adversa aos momentos desejados...
Cobre a luz da lua com a luz das lágrimas...
É noite no meu ser
Queria o raiar de uma nova paixão
Quem sabe um amor no coração!
Queira o gosto de pecado
A cobrir de luzes meu sonho dourado
A matizar de cores a insipidez de agora...
Queria profanar desejos
Elevar-te em beijos
Destituir sonhos e momentos únicos
Estou aqui...
No vazio insondável de um sim
Em busca de pedaços, de sonhos, quem sabe de mim!?
Quis encontrar fragmentos que me permitissem compreender...
Sonhos desconjunturados, enigmas insolúveis, palavras partidas...
Eu sou assim...
Triste meu olhar vaga no vazio de mim...
Fetiche que olha para o profundo e insondável fim...
Suspiro de saudade a vacilar desejos...
Memória absorta nos degraus humanos...
Devaneios plenos beijam a face dos meus sonhos...
Esperei-te junto a luz da lua
E o raiar do dia destituiu os meus sonhos
Conduzindo ao intante único da amargura toda.
Despeja a saudade sobre os minutos ásperos...
A solidão adversa aos momentos desejados...
Cobre a luz da lua com a luz das lágrimas...
É noite no meu ser
Queria o raiar de uma nova paixão
Quem sabe um amor no coração!
Queira o gosto de pecado
A cobrir de luzes meu sonho dourado
A matizar de cores a insipidez de agora...
Queria profanar desejos
Elevar-te em beijos
Destituir sonhos e momentos únicos
Estou aqui...
No vazio insondável de um sim
Em busca de pedaços, de sonhos, quem sabe de mim!?
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Somente
Ti, somente ti
Persiste em mim...
Nada existe
Além de um sim.
Porque tudo
Se resume no futuro...
Triste fim
De um adeus em mim...
Somente há
Um nada, um vazio...
Uma procura louca
Que não se acaba...
Tudo é apenas lembrança
Envolvendo uma criança...
Persistindo na bagagem
Que desvanece em imagem...
Somente em mim
Tu és lembrança nítida
No coração, um sim...
Na voz e olhar, paz infinita!
Persiste em mim...
Nada existe
Além de um sim.
Porque tudo
Se resume no futuro...
Triste fim
De um adeus em mim...
Somente há
Um nada, um vazio...
Uma procura louca
Que não se acaba...
Tudo é apenas lembrança
Envolvendo uma criança...
Persistindo na bagagem
Que desvanece em imagem...
Somente em mim
Tu és lembrança nítida
No coração, um sim...
Na voz e olhar, paz infinita!
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