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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Segredo?


Saudade, palavra sentida,
deixa-me tão perdida
em busca de um quê,
quem sabe quem
talvez um bem...

Quem sabe um bem-querer
sem que, nem porque
um gosto de sal
nessa ausência de mel
lua fria à espera do sol...

Meus olhos se fecham
no sonho esquecido
a pele arde à procura
do amor desmedido
imensurável, bandido...

Bem dentro
tão longe
estás, estou
onde está a esperança
que dorme feito criança?

A noite se esvai
o sol vem surgindo
sinto tuas mãos gélidas
despertando-me do medo

feito Pandora... eis meu segredo!

domingo, 6 de abril de 2014

Interseção


Meu pensamento vaga em busca de sonhos
Destes errantes e tortos
Que se fazem pedras ou plumas...

Meus sonhos perambulam pela orla...
Será uma praia?
Ou estou à beira de um precipício?

Minhas pedras são cacos de sonhos roubados,
Areias de uma história (des)feita...
Fragmentos de medos rarefeitos: segredos...

Minhas plumas de verde se vestem
Buscam no nascer do sol a esperança
Metamorfoseiam-se flor, lua, estrelas...

Meus segredos perdem-se no degredo
Revelam-se nos porões imundos
Nas dualidades das sombras e da luz...

Minhas palavras toscas despejam-me sem magia
Desejam vencer a dor: de receios se despem...
Tocam a lua plena na Interseção desta poesia!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Queria


Queria agora tocar a lua que mora em ti
Ouvir a voz que se propaga em meu silêncio

Queria a suavidade das mãos frias
Dedilhando a aurora dos meus sonhos

Queria sentir a chuva a me molhar a alma
Desaguando-me inteira nos teus braços

Queria a música que encanta a sombra
Para fazer dançar a luz

Queria o abraço insano
Desbravador de enigmas

Queria o gosto do beijo, o desejo
Que me degusta o sal e o mel

Queria perder-me em ti
E de repente te encontrar assim

Queria teus olhos em mim
Perscrutando... absolvendo... devorando...

Queria o amor que te quer enfim
Ah!... Queria... Como queria!