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sábado, 28 de abril de 2012

Palavras debulhadas em lágrimas...


Em meio aos muitos atropelos do meu destino,
vou desvendando enigmas
que trouxeram até aqui...
Sei que minha missão é especial,
mas sinto toda a dor
que ela tem trazido
para esse pequeno fragmento da essência humana.
Tenho chorado muito,
dentro de mim tem uma agonia imensa
e uma dor contínua
que não cessa,
que não para.
Uma solidão terrível tem tomado conta de mim
e um desespero intenso me aprisionado
em meus pensamentos,
em lembranças e imagens...
Tem muitas pessoas perto de mim,
mas nem sempre reconheço-as ou
confio nelas suficientemente para revelar-me.
Restam-me apenas as palavras
que debulho em lágrimas.
Sei que tudo isso faz parte das atribulações
que tenho que passar,
que muito mais ainda me espera...
Preciso ser mais forte do que tenho sido para suportar.
Ando nervosa,
impaciente,
sentindo-me encurralada,
num beco sem saída,
mergulhada num caminho sem volta.
Enquanto escrevo
meus pensamentos embaralhados de dor e solidão
encontram lágrimas nos meus olhos
e uma saudade imensa no meu coração.
Sua tão prolongada ausência
joga-me no abandono e na saudade,
sinto que cada minuto é um pouco menos para nós,
tenho sofrido muito,
estou em conflito existencial,
mas o amor é assim:
sem juízo ou explicações.
Queria tanto poder estar com você agora,
afrouxar-me nos seus braços
e perder-nos por entre beijos e desejos.
Sua alma é parte de minh’alma,
Talvez esteja diante do homem da minha vida,
mas há um caminho tortuoso  a nossa espera.
Não resolve ficar brigar com o mundo,
fugir de nossas escolhas,
correr do que Deus marcou no nosso caminho...
É preciso aceitar,
correr riscos
e tentar modificar aquilo que Deus nos deu.
Talvez aceitar que as estrelas brilham muito mais
 quando as olhamos de longe...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Prece




As lágrimas que brotam dos meus olhos
espelham a dor que fere minh´alma.
Senhor, perdoai as falhas do ser humano que sou.
Ajudai-me a ser justa.
Ensinai-me a perdoar.
Ensinai-me a amar...
a amar mesmo sem receber amor algum...
Ensinai-me a aprender.
Ensinai-me a ensinar...
A ser o que escolhi 
e o que escolhestes para o meu caminho.
Senhor, perdoais os meus pecados tantos,
Os meus desejos muitos.
A maneira turva que às vezes caminho.
Acendei, Senhor, uma luz no meu caminho,
Não me deixais sozinha no escuro...
Os espinhos ferem e chagam-me o coração.
Sinto-me só, sem rumo, sem saídas...
Busco na fé, uma resposta...
Peço-Lhe Deus, forças, pois quero prosseguir...
Preciso seguir o curso do rio
que me conduz ao meu destino.
Senhor, haverá esperanças
para os corações abandonados?
Haverá saída para aquele
que não sabia que estava errado?
Ó Pai, permitai encontrar a luz...
Permitai conhecer o amor supremo do Vosso filho Jesus...
Concedei-me, Senhor,
a esperança de olhar para o alto
e ver a luz do sol sobre mim...
Inspirai a ser Vossa mensageira,
Vossa ouvinte,
Vosso instrumento de saber e aceitação.
Muito tenho pedido
e confio em Vós,
pois nunca me abandonastes.
Não me permitais desanimar,
nem me fazer fraca, miserável sem o Vosso amor.
Agradeço por tudo que tenho,
por cada sonho,
mesmo os que eu sei que nunca serão realizados.
Agradeço pela minha família,
que longe, ainda é o que me destes de mais precioso...
Agradeço por cada uma das pessoas especiais
que colocastes em meu caminho...
Que me ajudam a prosseguir
mesmo em meio aos espinhos
que me ferem...
Agradeço por todas as conquistas,
por todas as vitórias.
Por todas as pedras que me ensinaram a lutar.
Por todos os desafios
que me mostraram que sou capaz de prosseguir
no caminho do amor verdadeiro.
Agradeço pelo que sou
e pelo que ainda posso ser.
Agradeço pelos dons que colocastes em meu caminho,
em minhas mãos...
Pelo passado que me fez sofrer tanto,
Pelo presente laborioso
que exige de mim, tantas renúncias,
Pelo futuro que ainda posso e vou conquistar.
Agradeço ainda pelas flores
que ornastes os meus cabelos,
Pelo perfume que exalam,
mesmo na rigorosidade do inverno,
Pelas vozes que não me permitem estar plenamente só.
Pelos mensageiros celestes
que orientam o meu caminhar.
Agradeço, Ó Pai,
cada palavra aqui dedilhada,
pronunciada e sussurrada aos ouvidos meus.
A todas que não puderam se calar,
àquelas que preferiram silenciar
para não ferir alguém.
Às muitas que fazem de mim,
um rascunho em busca do saber,
um degrau em busca da conquista,
um sonho em busca de si mesmo.
Por estar aqui,
por cada segundo,
pela luz do sol que resplandece diante de mim.
Pela perfeição dos instantes mágicos
que me fizeram crer em tudo
e principalmente em Deus.

                     Obrigada!
                    Obrigada!
                   Obrigada!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Cinzas das horas


Mesmo sem tempo para nada...
Com um dia cheio do que fazer
As palavras persistem...
Invadem-me...
Devastam-me...
Sempre foi assim...
Pelo menos comigo...
Tenho fugido das palavras,
Tenho medo do que revelam,
Do que ocultam...
Do que está gravado no fundo d’alma,
Mas não há como fugir de nós mesmos.
Não adianta nos esconder
Menos dia, mais dia...
A lagarta transmutar-se-á em borboleta
E com suas asas multicores
Tingirá o cinza das horas.
Elevará com suas cores
As cinzas do passado
Soprando-as ao vento...
E neste tempo impreciso,
Vejo-me vagar a esmo...
Sinto o frio das despedidas...
Olho para o cinza do horizonte...
O passado nada mais é...
Do que uma fotografia em preto e branco
Esperando pela cor do nosso presente...
Falta-me sua voz...
Nosso abraço inteiro
Fere-me a solidão
Que deixou cinzas sobre as minhas ilusões
Não há mais chama acesa
Tudo se amornou
É o quase do agora
Que nos aproxima em sonhos
E nos afasta fisicamente
Em algum lugar em mim
Você fez morada
Não consigo mandar-lhe embora
E sua presença-ausência tortura-me
O (não)-estar com você
deixa um vazio sem igual
Petrifica imagens,
Congelando-as sem um adeus
Queria tocar no relógio da memória
Voltar no tempo...
Escrever nova história...
Tingir de cores o cinza do meu agora
Mas meu relógio parou no tempo
Afastou nosso pensamento
Adormeceu sonhos
E esquecida em algum canto
Caminho descalço pela praia deserta...
É manhã de outono...
Sopra a brisa fria
Acariciando-me,..
enlançando-me...
Embalando o sonho
Que desejamos
Mas não vivemos
A escuma fria toca-me os pés...
Penso em nós
Sinto saudade
Do que poderíamos ter vivido...
Ouço a voz do tempo
É novamente presente
E ainda vejo...
As horas cinzas do agora...

domingo, 15 de abril de 2012

Lua Cheia



Existem pessoas que passam por nós
Outras ficam para sempre...
Em nós..
Amarrando lembranças
Tecendo tranças
Mesmo que haja um oceano entre elas...
O tempo se esvai na ampulheta da vida...
Tanta coisa vivida,
Tanta vida perdida.
Sonhos que desvaneceram
Na escuma fria do mar...
Flores que murcharam
Ensandecendo-nos
Com seu inebriante perfume...
A lua cheia abraça-me,
Aconchegando-me,
Afastando a solidão de alma,
Acredito nas palavras
Que não precisam ser ditas
Que silenciam...
Que gritam...
Que sussurram...
Há alguém do outro lado do espelho...
Ainda que multifacetado
Escondendo...
Revelando...
As cores da minha aquarela...
Que outrem  furtivamente...
Roubou-me na despedida...
Ah, que lua linda!...
Ah, que poema vivemos!...
Sobras que ficaram:
Cacos...
Fatos...
Palavras...
Olhares..
Gestos..
Toques....
Matizes dos desenhos,
Notas dedilhadas...
Versos inacabados...
Trancafiei sua imagem
Na memória: arca das lembranças!
Quis sufocá-la com a razão,
Mas, no coração,
Ainda pulsa a saudade...
Ela, teima em aparecer
Clara, nítida, diante das agruras...
Ela se acende com os plenilúnios...
Ela me abraça,
Preenchendo-me de cores...
Devasta-me com o seu vazio
A cortina do luar...
Dedilha sobre mim os seus contornos...
Estou longe e perto de você...
Desejo esquecê-lo...
Mas não posso perdê-lo...
Afinal cada segundo do seu lado
Vale a pena!
Ah, mesmo que em sonho...
A certeza da sua existência
Afaga a saudade...
E me faz suspirar diante desta lua cheia...
Que nos embriagava com seu perfume...
Que nos enfeitiçava com seu mistério...
O tempo desliza
Na ampulheta do destino...
E nós, cada um de um lado,
Escrevemos a história
Que escolhemos do outro lado dos sonhos...
Sinto falta de sua voz...
Que conseguia desbravar os medos...
Sinto-o ao alcance dos devaneios...
Perco-o  e nas névoas desliza...
Sua face sem ser tocada desaparece
Nas sombras, nas brumas do amanhecer...
Suave dedilho em você
As notas do desejo...
Despejo sobre você 
as marcas da paixão...
A luz do dia abre 
A cortina da realidade...
E eu entreabro 
A janela dos olhos
Que mais uma vez...
Sonhavam...
Buscavam...
Sorriam...
Diante de você
Psiu!...
Acorde, a vida prossegue...
Não há tempo para os devaneios
Esconda as ilusões...
Vista-se de verdade
E enxergue claramente
As escolhas que fizemos...
Já estivemos aqui..
Encontramo-nos...
Perdemo-nos...
Vivemos!
Quem sabe, algum dia...
Possamos nos deixar estar
no espelho multifacetado do outro...
Mesmo que brevemente...
A vida é sutil...
Furtiva...
Caprichosa...
Quem sabe nos permitirá tocar a felicidade
Afinal já sabemos que ela existe...
Onde está...
E como abraçá-la...
Embora isso não baste
Para os que verdadeiramente amam
Momentaneamente é suficiente!


terça-feira, 10 de abril de 2012

Onde estou?


 
Minhas palavras procuram a intensidade de nossos momentos,
não quero buscar palavras novas,
nem imagens.
Tu sabes bem, 
falar nunca foi o meu forte,
prefiro as palavras escritas,
enquanto rascunho a vida,
passando minh’alma a limpo.
Sempre tive receios de revelar-me a ti,
acho que sempre temos medo
daquilo que sentimos de verdade
e eu sempre tive medo de revelar
ou falar do meu amor por ti.
Mas hoje é um dia especial,
como tão poucos que podemos viver.
Nesse instante,
quero que olhes para o céu...
Sintas-te levitando alguns passos do chão,
porque eu posso ouvir o coro de querubins
que cantam para e por ti,
abençoando-te.
A Deus eu agradeço a bênção
de ter dado a todos que te cercas
o presente maior de ter-te conosco.
Tua alma nobre já vivenciou sonhos estelares,
antigos, milenares.
Teu corpo arca inevitável de tua alma
leva poucas relíquias à ela,
que tem na essência muito mais a revelar ao mundo.
Tua verdade eleva-se na tua personalidade forte,
marcante e determinada
e tua força se alteia como leões.
Teu amor se ergue para o infinito
na esperança suprema de ser feliz.
E eu, não sei bem, aonde me encontro
no meio da longa jornada do teu ser.
Talvez seja eu um pouco da luz
que perdestes em meio aos desvios de tua caminhada,
talvez um fiasco da verdade,
que esqueceste junto aos sonhos,
que desvaneceu no teu passado.
Prefiro acreditar que sou parte do amor divino
que tu recebeste de presente durante tua longa jornada...
Prefiro acreditar que és minha alma gêmea
e que somos mais do que uma mera coincidência do acaso...
Somos o destino construindo história.
Quem somos nós para sermos
merecedores da luz divina do conhecimento do ser?
Somos magia,
muito mais que poeira da estrada,
 mas não somos,
nem temos a luz e a verdade
para revelar-nos a essência do ser humano.
Tenho certeza de que somos parte da mesma história.
História que as mãos divinas escreveram no livro do destino.
Procura hoje,
mais do que nunca te sentires leve,
deixa todos os pensamentos se esvaírem
e escuta a canção mais bela
que os anjos entonam a ti.
Eleva a Deus teu olhar e tuas preces,
pois hoje mais que nunca te escutam.
Peça por teus sonhos,
chora tuas dores.
Chorar é deixar que a dor
que sentimos se infiltre pelas nuvens,
tornando-se um raio de luz capaz
de transformar lágrimas em fios de esperança.
Porém, não te esqueças de agradecer a Deus
e aos interceptores divinos
as bênçãos que recebestes no decorrer de tua caminhada.
Certamente tens muito mais a agradecer do que a pedir.
Eu peço a Deus por ti,
para que sejas feliz,
onde como e com quem Deus assim determinar.
Agradeço a Ele,
antes de tudo,
por ter me permitido estar contigo,
nos teus braços,
mesmo que na eternidade de uma chama,
como também não somos nós eternos,
foi e será possível a mim ser feliz.

domingo, 8 de abril de 2012

Em Mim...Um Poeta


O poeta que existe em mim
busca palavras na luz dos olhos teus.
Tua ausência ofusca-me
na saudade dessa tua luz.
Esse poeta que em mim desperta
sofre no abandono da tua presença
e no silêncio da tua voz.
Ama-te como jamais amou
e sabe que não poderá ser verdadeiramente feliz
sem a luz do teu olhar.
Não te tem e talvez nunca te terá,
no entanto aceita esse amor tolhido na dor e na saudade.
Esse poeta que desponta no horizonte dos sonhos
busca a luz da tua alma...
Chora na solidão de noites frias
e desabrocha sorrisos nos teus braços.
Poeta que sonha contigo,
acordado e perdido nas lembranças e devaneios,
que descortinam a saudade.
Esse poeta de sonhos e palavras
perde-se tentando sintetizar
o que não se pode explicar.
O poeta que sou é luz
para os que não conseguem percebê-la;
revela paixões aos desiludidos,
impulsiona os que não acreditam mais em nada,
tornando assim grandioso em suas palavras,
mesmo minimizadas nas emoções.
Poeta de tantas faces
desdobra-se em muitos,
demonstrando várias personalidades.
Poeta esse,
que não me permite te esquecer,
reavivando lembranças tuas a cada instante.
Entretanto preciso deixar aflorar a razão,
que explode em palavras,
despertando-me para a realidade.
Não deixarei de te amar,
mesmo porque não temos controle de nossas emoções.
Mas, com certeza,
sofrerei menos em tua ausência...
Desacreditado no silêncio de palavras de amor...
O poeta em mim sofre como nunca.
Meu olhar no teu se reconheceu,
Viu o que mais belo há no ser humano:
A capacidade de amar.
No entanto, necessito também de ser amada.
Amor é entrega total,
doação,
companheirismo e compartilhamento.
Não quero que me deixes,
mas que me permitas buscar a minha felicidade.
Talvez até esteja contigo,
nos teus braços...
Mas enquanto houver divisão
não saberemos ao certo de nada.
Esse poeta busca palavras entre sonhos,
deseja ardentemente tua luz,
nesse encontro de amor...
Sabe bem que não pode mais deter a liberdade,
sem destruir aquilo em que mais acredita.
O poeta que existe em mim
não te esquecerás jamais,
nem deixará de te amar um segundo sequer...
Porém precisa “navegar...
por mares nunca dantes navegados”.
O poeta que vive em mim
clama teu amor,
tua presença
e sofre na saudade da tua ausência,
Mas, sabe que ainda poderei ser feliz
independentemente de ti.
Afinal a felicidade está dentro de nós...
Seria perfeita se pudéssemos dividi-la
com aqueles que amamos...
Porém somos imperfeitos,
desmensurados...
e nossa felicidade
mesmo que em centelha
brilha lá no fundo  de nossa alma errante!